domingo, 18 de fevereiro de 2018

“A arte de escrever”

Resenha do livro “A arte de escrever” de Arthur schopenhauer
Com o titulo bastante intrigante, o qual a princípio aparenta ser um manual de como escrever melhor, descobre-se que na verdade o autor faz uma crítica aos escritores, leitores, eruditos e o uso da língua e linguagem. Schopenhauer tem um estilo singular de escrita com o uso das comparações, fazendo uma relação entre o escritor, leitor, erudito e uso da língua ideal com o que acontecia em sua época – o que não deixa de acontecer em diversos países na contemporaneidade.

Arthur começa fazendo um crítica aos eruditos de sua época, esses que leem diversos livros por ano, mas que ao final da vida tornam meros reprodutores, sem ideias originais, essas essenciais para mudança de paradigmas.

Arthur  afirma que a causa desse fato – “eruditos papagaios” – seja a falta de reflexão do que eles próprios leem.

Outra consequência decorrente da irreflexão é a degradação da língua materna, sendo reduzida a dialetos simples e qualquer jargão incorporado por um escritor em destaque, logo é acrescido a gramática sem ao menos ser discutida se está ou não respeitando a norma culta.

O autor fala também da importância da leitura dos clássicos, sendo estes a base para evolução do pensamento da humanidade.

Por fim, diz ser essencial para qualquer escritor o aprendizado do latim e do escrever por paixão e não por dinheiro.

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