Resenha do livro “A arte de
escrever” de Arthur schopenhauer
Com o titulo bastante
intrigante, o qual a princípio aparenta ser um manual de como escrever melhor,
descobre-se que na verdade o autor faz uma crítica aos escritores, leitores,
eruditos e o uso da língua e linguagem. Schopenhauer tem um estilo singular de
escrita com o uso das comparações, fazendo uma relação entre o escritor, leitor,
erudito e uso da língua ideal com o que acontecia em sua época – o que não
deixa de acontecer em diversos países na contemporaneidade.
Arthur começa fazendo um
crítica aos eruditos de sua época, esses que leem diversos livros por ano, mas
que ao final da vida tornam meros reprodutores, sem ideias originais, essas
essenciais para mudança de paradigmas.
Arthur afirma que a causa desse fato – “eruditos
papagaios” – seja a falta de reflexão do que eles próprios leem.
Outra consequência
decorrente da irreflexão é a degradação da língua materna, sendo reduzida a
dialetos simples e qualquer jargão incorporado por um escritor em destaque,
logo é acrescido a gramática sem ao menos ser discutida se está ou não
respeitando a norma culta.
O autor fala também da
importância da leitura dos clássicos, sendo estes a base para evolução do
pensamento da humanidade.
Por fim, diz ser essencial
para qualquer escritor o aprendizado do latim e do escrever por paixão e não
por dinheiro.

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